terça-feira, 12 de julho de 2011

TEORIA DA IDADE DE OURO


A Antiguidade acreditou na existência de uma civilização cheia de magia fabulosa em que tudo era bom, belo, cheio de felicidade, sem precisão de justiça humana, pois os homens mesmos se coadunavam e viviam de maneira pacata. É o que se denomina a IDADE DE OURO, tão bem descrita por Ovídio em sua obra Metamorfoses. Os pitagóricos acreditavam nesta era áurea e a defendiam como um dos dogmas pertencentes à sua escola.

Demócrito e Políbio eram de pareceres contrários, de que a sociedade primitiva em vez de ter sido de ouro, foi sim decadente, um estado permanente de miséria. Contrariamente a eles e combatendo-os, Possidônio, na sua Filosofia da História, defendeu a teoria da Idade de Ouro, filiando-se, assim, ao pitagorismo.
Paulo Barbosa.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O ANIMAL SIMBOLICUM DE ERNEST CASSIRER

Ernest Cassirer, um judeu emigrado da Alemanha para os Estados Unidos em 1933, autor da obra "O Problema do Conhecimento na Filosofia e na Ciência Moderna" (1906-1920), ensinou ser o homem não um animal racional, conforme a tradição filosófica sempre professara, mas um ANIMAL SIMBOLICUM, o que equivale a afirmar que todo conhecimento humano se efetua através de símbolos: "O mito, a arte, a linguagem, a ciência são sinais que tendem a realizar o ser", segundo ele. É o próprio homem, continua o judeu, que constrói seu próprio universo, e tudo o que o atormenta, o perturba, não são as coisas reais, a realidade, mas as opiniões e fantasias criadas. A linguagem é a expressão das emoções, dos sentimentos e não apenas dos pensamentos.

Por esta pequena exposição, vê-se o quanto este sistema está fechado à metafísica, reduzindo desta maneira a filosofia à mera análise da linguagem.
Paulo Barbosa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O QUE É O ENTE: NEM SE DEFINE NEM SE DECLARA

Ens nec definiri nec declarari  proprie potest, o ente não pode nem ser definido nem declarado propriamente, não admitindo definição pelo motivo de que toda definição é constituída de gênero e diferença, e o ente não está vinculado nem a um nem a outro. Também não pode ser declarado nada acerca dele, pois a declaração, a verdadeira declaração, é constituída por noções mais conhecidas, e o ente é o mais claro de tudo quanto existe. Em termos de escola, ens est notissimum.

Não podendo o ente nem ser definido, nem declarado propriamente, ao menos, ensinam os metafísicos, pode ser descrito, ou seja, pode ser impropriamente definido. É isso que tentaremos neste artigo.

ENTE vem do latim ENS, que é particípio presente do verbo ESSE. O verbo esse neste caso é tomado como verbo substantivo, significando, pois, o ato de ser ou o existir, e não como cópula ou liame entre sujeito e o predicativo. O particípio, por sua vez, pode tomar dupla forma:

1) como particípio mesmo e então significa alguma coisa que age ou recebe influência de outrem, como por exemplo, studens = aquele que estuda em ato.

2) como nome ou substantivo e então significa aquilo que é assinalado ou denominado sujeito, como por exemplo, studens = aquele ao qual compete estudar, esteja estudando em ato ou não.

Após este excurso, pode-se, então, definir impropriamente o ente:

Enquanto particípio - participialiter - como aquilo que está em ato ou existe.

Enquanto nome - nominaliter - como aquilo a que compete o ser ou aquilo cujo ato é ser.

O ente objeto da metafísica é o nominaliter, ou seja, o tomado nominalmente, que engloba tanto os entes participiais quanto os entes meramente possíveis. Acontece, porém, que nem tudo o que pode existir, de fato existe.

A noção de ente é comuníssima e simplíssima. É comuníssima porque convém a tudo o que existe, e simplíssima porque todas as demais noções são redutíveis à noção de ente.
Paulo Barbosa.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

CARTESIANISMO: DOUTRINAS FUNDAMENTAIS DE DESCARTES

Descartes fez escola, denominada CARTESIANISMO. Esta é definida como o conjunto de doutrinas ou fundamentos considerados como essenciais ou típicos da escola cartesiana e pode ser resumida nos seguintes itens:

1. O cogito é dotado de caráter originário no homem, sujeito pensante, e é também o princípio de todas as outras evidências. A única auto-evidência existente no sujeito cogitante é o cogito.

2. No pensamento está presente as ideias, que são os únicos objetos que podem ser conhecidos imediatamente.

3. A Razão é dotada de caráter universal e absoluto, pois ela parte do cogito e vale-se das ideias, podendo, pois, descobrir todas as verdades possíveis.

4. A experiência tem sua função subordinada à razão, e só é útil para decidir nos casos em que a razão apresenta alternativas equivalentes, de pesos iguais.

5. A substância pensante (alma) e a substância extensa (corpo) são radicalmente distintas entre si, pelo qual cada se uma comporta segundo lei própria: a liberdade é a lei da substância espiritual, e o mecanicismo é a lei da substância extensa. É o que se chama de dualismo cartesiano.
Paulo Barbosa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A PRUDÊNCIA: VIRTUDE QUE FAZ O HOMEM DELIBERAR, JULGAR E AGIR

Quatro são as virtudes cardeais - prudência, justiça, fortaleça e temperança. Destas, veremos hoje o que é a prudência.

Define-se a prudência como aquela virtude que confere ao homem a reta noção daquilo que se deve praticar. Em latim, é a recta ratio factibilium. É uma virtude que informa ou aperfeiçoa a razão prática, ordenando-a à direção certeira da conduta, e é nisto que se diferencia das virtudes morais, pois estas têm por sujeito imediato a  vontade ou o apetite sensitivo, como também das virtudes dianoéticas, aquelas que aperfeiçoam a razão especulativa.

O objeto próprio da prudência é o agir humano, o agibile, e nisto também se diferencia da arte, que tem por objeto as coisas produzidas, o factibile.

Entendida, então, desta maneira, a prudência, por ter como precípuo fim tornar boa a vontade, é essencialmente uma virtude da razão, mediante a qual o homem conhece o que é preciso fazer ou evitar, e implica, simultaneamente, o conhecimento dos princípios gerais da moralidade e o das contingências particulares da ação.

Alguns atos próprios da prudência são a deliberação ou o conselho, o juízo prático e a decisão, ou seja, o homem prudente delibera, julga e decide agir.

Em outro artigo, futuramente, trataremos de modo mais detalhado sobre a diferença que existe entre a prudência e a arte.
Paulo Barbosa.

terça-feira, 5 de julho de 2011

PREITO A DOM RICHARD WILLIAMSON



Começou ontem, 4 de julho de 2011, o julgamento do Bispo Dom Richard Williamson, num tribunal alemão, acusado de "anti-semitismo" pelo motivo de ter dado uma entrevista para um canal de tv sueca. Nesta, o bispo negou a existência de câmaras de gás nos campos de concentração nazistas e o número de judeus mortos.

A nosso ver, e com certeza, ao ver dos homens probos e retos, tornar quem quer que seja réu, por negar fatos históricos, é uma absurdidade sem tamanho, sobretudo em nossos tempos, que se ufanam de ser liberal e democrático. 

O tão propalado Holocausto, se existiu, foi sim um mal, um mal para os judeus, para os ciganos, para as minorias todas que foram perseguidas pelo regime hitlerista, e não apenas para uma raça tal, a judaica, que avocando para si peculiarmente a desgraça, a usa como moeda de troca perante o mundo, exigindo privilégios e singularidades que a nenhum outro povo ou raça se lhe concedeu na História.

É por ter esta convicção, que é a convicção dos homens sábios, que nos unimos a Dom Williamson neste momento amargo de sua vida, humilhado por um tribunal que se quer árbitro das consciências, pelo fato de pensar e expressar o seu pensamento diferentemente das categorias do politicamente correto, e aproveitamos para declarar que não nos curvamos aos preceitos da Revolução que quer nos impor de goela abaixo fórmulas e princípios forjados, pois possuímos autênticos hábitos intelectuais que nos proporcionam pesquisar e chegar à verdade sem preconceitos e irreflexões.

Paulo Barbosa.